Prof. Dr. Otávio A. S. Carpinteiro
Universidade Federal de Itajubá, MG
publicado no:
- Jornal da Ciência E-Mail no. 3450, de 15 de Fevereiro de 2008 - http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=54272
- Jornal da Ciência no. no. 615, de 22 de fevereiro de 2008
Avaliam-se corredores de 100 metros segundo critérios quantitativos e universais, ou seja, aplicáveis a qualquer corredor. Avaliá-los, portanto, segundo tais critérios é bem simples. Basta compararem-se seus tempos nos 100 metros. O melhor corredor é o que possui o menor tempo.
A aplicação de critérios quantitativos e universais parte, porém, de um pressuposto fundamental, qual seja, de que os indivíduos sejam avaliados sob as mesmas condições. Seria insensato e, sobretudo, injusto compararem-se, por exemplo, os tempos dos corredores que correm os 100 metros em pista de atletismo com os tempos dos que correm os 100 metros na areia solta da praia ou, ainda, com os tempos daqueles que correm os 100 metros no mar, com água pela cintura.
Os critérios, do CNPq, de avaliação dos pesquisadores para a concessão e progressão de nível no seu programa de bolsas de produtividade em pesquisa são critérios quantitativos. Essencialmente, os pesquisadores são comparados pela quantidade de publicações e, mais recentemente, pela quantidade de "publicações de qualidade" que possuem. Estes critérios são também universais, aplicáveis a qualquer pesquisador atuante em qualquer centro de pesquisa do país.
Para que tais critérios sejam sensatos e, sobretudo, justos, o CNPq parte do pressuposto, portanto, de que todos os pesquisadores possuem as mesmas condições de pesquisa nos centros onde atuam. Assim, o CNPq pressupõe que todos os pesquisadores atuam em centros que possuam, pelo menos: (a) programas de doutorado consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, desta forma, contar com o fundamental auxílio de seus alunos de doutorado no desenvolvimento de suas pesquisas; (b) programas de mestrado consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, igualmente, contar com o grande auxílio de seus alunos de mestrado no desenvolvimento de suas pesquisas; (c) grupos de pesquisa consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, desta forma, desenvolver pesquisas conjuntas com outros pesquisadores e seus orientados; (d) cursos de graduação consolidados, em suas áreas de atuação, de forma a poderem contar com alunos que possuam, no mínimo, a formação básica em suas áreas de atuação.
Mas, seria esta pressuposição do CNPq verdadeira? Será que todos os pesquisadores possuem, ao menos, estas quatro condições de pesquisa nos centros onde atuam?
Certamente que não. Em um país com tantas desigualdades, é natural que tal não aconteça. Vemos, de um extremo a outro, pesquisadores atuantes em grandes centros de pesquisa que possuem, ao menos, as quatro condições acima há dezenas de anos, e vemos pesquisadores de pequenos centros que, às vezes, não possuem sequer uma das condições de pesquisa acima.
Esta era, por exemplo, a situação de um pequeno grupo de pesquisadores, conhecidos meus, grupo este construído, com dificuldades, ao longo dos últimos anos, em uma pequena universidade do país. Estes pesquisadores não dispunham de nenhuma das condições acima. Hoje em dia, porém, dispõem de um ótimo curso de graduação (com grau 4 no ENADE), de um grupo de pesquisas e de um mestrado acadêmico (recentemente aprovado), em suas áreas de atuação. Creio caber aqui uma interessante pergunta: não seriam os pesquisadores que, devido a suas condições, publicam menos, mas que criam e desenvolvem as condições de pesquisa nos centros onde atuam, não seriam tais pesquisadores também produtivos em pesquisa?
Os critérios insensatos e injustos para avaliação dos pesquisadores vêm, nestes últimos anos, porém, tornando-se critérios iníquos e perversos. Vejo-os, assim, por alguns motivos. Para não me alongar, porém, cito, aqui, apenas dois motivos.
Primeiro, porque para qualquer edital lançado pelo CNPq (e também por algumas FAPs, que já estão seguindo, lamentavelmente, o exemplo do CNPq), nos julgamentos dos processos, é avaliada não somente a qualidade dos projetos, mas, igualmente, a "qualidade dos pesquisadores", auferida, obviamente, por intermédio da aplicação dos critérios quantitativos e universais mencionados acima. Assim, pesquisadores de pequenos centros, mesmo confeccionando excelentes projetos, porque são também bons pesquisadores, têm muito pouca chance de vê-los aprovados. Afinal, quantos, nestas condições, já não receberam a "consoladora" mensagem do CNPq: "seu projeto teve mérito reconhecido, mas ... não foi aprovado".
Necessário ressaltar que, anos atrás, o CNPq avaliava somente os projetos, sendo os pesquisadores implicitamente avaliados pela qualidade de seus projetos. Em minha opinião, um critério correto, posto que, por trás de um bom projeto, há sempre um bom pesquisador.
O segundo motivo, por que vejo os critérios para avaliação dos pesquisadores como iníquos e perversos, é devido ao fato de que esta situação não mais é dirigida aos pesquisadores dos pequenos centros somente, mas, igualmente, à sobrevivência e ao crescimento dos próprios pequenos centros de pesquisa do país. Em meu entender, isto é bem mais grave.
Com seus critérios quantitativos e universais para avaliação dos pesquisadores, o CNPq, a meu ver, transmite duas claras mensagens à comunidade científica. A primeira seria: "pesquisadores de pequenos centros, assim que possível, abandonem seus centros e movam-se para os grandes centros de pesquisa, pois, só assim, suas produções científicas alcançarão, em tempo equivalente, o mesmo patamar das produções dos pesquisadores dos grandes centros". A segunda mensagem é similar à primeira. Seria: "pesquisadores e, sobretudo, futuros ou recém-doutores, nunca pensem em atuar em pequenos centros de pesquisa".
Se, por outro lado, retornando à anologia inicial, o CNPq compreender que corredores que correm no mar, por melhores e mais esforçados que sejam, nunca alcançam os tempos dos que correm em pista de atletismo, e se, assim, levar em consideração, em suas avaliações, o fato de que há profundas diferenças nas condições de pesquisa existentes nos diversos centros de nosso país, creio que transmitirá uma outra mensagem à comunidade. Talvez seja: "pesquisadores e, sobretudo, futuros ou recém-doutores, pensem na possibilidade de migrar para os pequenos centros, pois seus esforços e dificuldades (e coragem) serão reconhecidos e, além disto, ajudarão a construir as condições de pesquisa nestes centros, para que, não só vocês, mas também e, sobretudo, outros pesquisadores possam, no futuro, delas se beneficiar". Creio, firmemente, ser esta mensagem bem melhor para o futuro da pesquisa no país.
(Esta carta foi enviada, por correio eletrônico, à presidência do CNPq em abril de 2008).
Apoiaram esta carta:
1. Adevair Henrique da Fonseca - UFRRJ
2. Alcides Calsavara - PUC
3. Aloir A. Merlo - UFRGS
4. Ana Maria P. Cardoso - PUC Minas
5. André Luís Vasconcelos Coelho - UNIFOR
6. Antonio Caminha - UFC
7. Antonio Carlos de Oliveira - Univ. Est. Sudoeste da Bahia
8. Antonio Maria Pereira de Resende - UFLA
9. Arnoldo Nunes da Silva - UFPE
10. Breno Pannia Espósito - USP
11. Bruno de Oliveira Schneider - UFLA
12. Carlos Roberto de Menezes Peixoto - UNIJUI
13. Christiane M. B. M da Rocha - UFLA
14. Christina von Flach G. Chavez - UFBA
15. Claudio A. Serfaty - UFF
16. Claudio Alcides Jacoski - UNOCHAPECÓ
17. Clovis Torres Fernandes - ITA
18. Dáfni Fernanda Zenedin Marchioro - UNIPAMPA
19. Douglas Daniel Del Frari
20. Edja Maria Melo de Brito Costa - UEPB
21. Edmundo Sérgio Spoto - UNIVEM
22. Edson M. Kakuno - UNIPAMPA
23. Eduardo Atem de Carvalho - Univ. Est. do Norte Fluminense
24. Eduardo Dal'Ava Mariano
25. Eduardo Di Mauro - Universidade Estadual de Londrina
26. Eduardo Tonon de Almeida - Universidade Federal de Alfenas
27. Eliana Marques Cancello - USP
28. Fabiana Cristina Bertoni - UEFS
29. Fabiano Vargas Pereira - Universidade do Estado da Bahia
30. Fernando José Castor de Lima Filho - Univ. de Pernambuco
31. Fernando Nicacio - CBPF
32. Flávia Maria de Oliveira Borges Saad - UFLA
33. Francisco José Fraga da Silva - UFABC
34. Francisco José Tôrres de Aquino - Univ. Federal de Uberlândia
35. Gracinete Bastos de Souza - UEFS
36. Gustavo Azevedo Campos - UNITINS
37. Hugo B. Suffredini - UFABC
38. Ilda Antonieta Salata Toscano - UFPB
39. Ivo José Curcino Vieira - Universidade Est. do Norte Fluminense
40. Jacqueline de Souza - UFOP
41. João Benedito dos Santos Junior - PUC
42. Jomi Fred Hubner - Universidade Regional de Blumenau
43. Jorge Luiz de Castro e Silva - Universidade Estadual do Ceará
44. José Demisio Simões da Silva - INPE
45. José Lima de Figueiredo - USP
46. José Maria Alves da Silva - Universidade Federal de Viçosa
47. José Salvador Lepera - UNESP
48. Josué Paulo José de Freitas - UFSM
49. Jozimar Paes de Almeida - Univ. Estadual de Londrina
50. Judney C. Cavalcante - Harvard Institutes of Medicine
51. Juliana Leonel
52. Kalinka Regina Lucas Jaquie Castelo Branco - UNIVEM
53. Kátia Gomes de Lima Araújo - UFF
54. Laura Souza - Universidade Estadual de Arapiraca
55. Leila Marcia Ghedin - CEFET
56. Lucas Bleicher - USP
57. Luciano Volcan Agostini - Universidade Federal de Pelotas
58. Lucila Ishitani - PUC Minas
59. Luis Carlos Ogando Dacal - CTA
60. Luís Felipe Skinner - UERJ
61. Luiz A. M. Palazzo - Universidade Católica de Pelotas
62. Luiz Fernando Cappa de Oliveira - UFJF
63. Luiza Rosaria Sousa Dias - UFF
64. Manuel Losada Gavilanes - UFLA
65. Marcelo Lisboa Rocha
66. Marcio Eduardo Delamaro - UNIVEM
67. Marco Antonio Schiavon - UFSJ
68. Marco Aurélio Spohn - UFCG
69. Marcos André Fernandes Sposito - UFAM
70. Maria Clicia Stelling de Castro - UERJ
71. Maria da Graça Brasil Rocha - UFSCar
72. Marize Varella de Oliveira - Instituto Nacional de Tecnologia
73. Mayra Castro
74. Mônica Cristina Teixeira - UFOP
75. Monica de Andrade Morraye - Universidade de Franca
76. Neila Márcia Silva Barcellos - UFOP
77. Nilson Antonio Assunção - USP
78. Noboru Hioka - Universidade Estadual de Maringá
79. Patrícia Benedini Martelli - UFSJ
80. Paulo B. Miranda - USP
81. Paulo Fernando Ferreira Rosa - IME
82. Paulo Henrique Fidêncio - Univ. Federal do Tocantins
83. Paulo Henrique S. Bermejo - UFLA
84. Paulo Sérgio Sausen
85. Rafael R. dos Santos
86. Raimundo Humberto Cavalcante Lima - CENTEC/CE
87. Raul Ceretta Nunes - UFSM
88. Regina V. Oliveira - UFSCar
89. Regina Maria Barretto Cicarelli - UNESP
90. Regina Maria Queiroz de Mello - UFPR
91. Renata Couto Moreira - UFLA
92. Renata Mendes de Araujo - UNIRIO
93. Ricardo J. Rabelo - UFSC
94. Rivalino Matias Jr.
95. Roberto Chang - Universidade Federal de Uberlândia
96. Robson Leal da Silva - Univ. Federal da Grande Dourados
97. Rodrigo L. de O. Basso - UNICAMP
98. Rogério Atem de Carvalho - CEFET Campos
99. Rosane Zétola Lustoza - Univ. Estadual de Londrina
100. Sebastião S. Lemos - Universidade de Brasília
101. Sidney da Silva Viana
102. Simone Wolff - Universidade Estadual de Londrina
103. Sueli Matiko Sano - EMBRAPA
104. Sérgio Pezzin - UDESC
105. Tania Maria Sarmento da Silva - UFBA
106. Telma Leda Gomes de Lemos - UFC
107. Valdir Mano - UFSJ
108. Valter Vieira de Camargo - UNIVEM
109. Victor Travassos Sarinho - UEFS
110. Wang Chong - UNIJUÍ
111. Wania S. Rocha - UEFS
112. Wellington Pinheiro dos Santos - Universidade de Pernambuco
113. Wilson da Costa Santos - UFF
114. Wilson José Vieira - CTA
115. Wilson R. Cunha - Universidade de Franca
A aplicação de critérios quantitativos e universais parte, porém, de um pressuposto fundamental, qual seja, de que os indivíduos sejam avaliados sob as mesmas condições. Seria insensato e, sobretudo, injusto compararem-se, por exemplo, os tempos dos corredores que correm os 100 metros em pista de atletismo com os tempos dos que correm os 100 metros na areia solta da praia ou, ainda, com os tempos daqueles que correm os 100 metros no mar, com água pela cintura.
Os critérios, do CNPq, de avaliação dos pesquisadores para a concessão e progressão de nível no seu programa de bolsas de produtividade em pesquisa são critérios quantitativos. Essencialmente, os pesquisadores são comparados pela quantidade de publicações e, mais recentemente, pela quantidade de "publicações de qualidade" que possuem. Estes critérios são também universais, aplicáveis a qualquer pesquisador atuante em qualquer centro de pesquisa do país.
Para que tais critérios sejam sensatos e, sobretudo, justos, o CNPq parte do pressuposto, portanto, de que todos os pesquisadores possuem as mesmas condições de pesquisa nos centros onde atuam. Assim, o CNPq pressupõe que todos os pesquisadores atuam em centros que possuam, pelo menos: (a) programas de doutorado consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, desta forma, contar com o fundamental auxílio de seus alunos de doutorado no desenvolvimento de suas pesquisas; (b) programas de mestrado consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, igualmente, contar com o grande auxílio de seus alunos de mestrado no desenvolvimento de suas pesquisas; (c) grupos de pesquisa consolidados, em suas áreas de atuação, podendo, desta forma, desenvolver pesquisas conjuntas com outros pesquisadores e seus orientados; (d) cursos de graduação consolidados, em suas áreas de atuação, de forma a poderem contar com alunos que possuam, no mínimo, a formação básica em suas áreas de atuação.
Mas, seria esta pressuposição do CNPq verdadeira? Será que todos os pesquisadores possuem, ao menos, estas quatro condições de pesquisa nos centros onde atuam?
Certamente que não. Em um país com tantas desigualdades, é natural que tal não aconteça. Vemos, de um extremo a outro, pesquisadores atuantes em grandes centros de pesquisa que possuem, ao menos, as quatro condições acima há dezenas de anos, e vemos pesquisadores de pequenos centros que, às vezes, não possuem sequer uma das condições de pesquisa acima.
Esta era, por exemplo, a situação de um pequeno grupo de pesquisadores, conhecidos meus, grupo este construído, com dificuldades, ao longo dos últimos anos, em uma pequena universidade do país. Estes pesquisadores não dispunham de nenhuma das condições acima. Hoje em dia, porém, dispõem de um ótimo curso de graduação (com grau 4 no ENADE), de um grupo de pesquisas e de um mestrado acadêmico (recentemente aprovado), em suas áreas de atuação. Creio caber aqui uma interessante pergunta: não seriam os pesquisadores que, devido a suas condições, publicam menos, mas que criam e desenvolvem as condições de pesquisa nos centros onde atuam, não seriam tais pesquisadores também produtivos em pesquisa?
Os critérios insensatos e injustos para avaliação dos pesquisadores vêm, nestes últimos anos, porém, tornando-se critérios iníquos e perversos. Vejo-os, assim, por alguns motivos. Para não me alongar, porém, cito, aqui, apenas dois motivos.
Primeiro, porque para qualquer edital lançado pelo CNPq (e também por algumas FAPs, que já estão seguindo, lamentavelmente, o exemplo do CNPq), nos julgamentos dos processos, é avaliada não somente a qualidade dos projetos, mas, igualmente, a "qualidade dos pesquisadores", auferida, obviamente, por intermédio da aplicação dos critérios quantitativos e universais mencionados acima. Assim, pesquisadores de pequenos centros, mesmo confeccionando excelentes projetos, porque são também bons pesquisadores, têm muito pouca chance de vê-los aprovados. Afinal, quantos, nestas condições, já não receberam a "consoladora" mensagem do CNPq: "seu projeto teve mérito reconhecido, mas ... não foi aprovado".
Necessário ressaltar que, anos atrás, o CNPq avaliava somente os projetos, sendo os pesquisadores implicitamente avaliados pela qualidade de seus projetos. Em minha opinião, um critério correto, posto que, por trás de um bom projeto, há sempre um bom pesquisador.
O segundo motivo, por que vejo os critérios para avaliação dos pesquisadores como iníquos e perversos, é devido ao fato de que esta situação não mais é dirigida aos pesquisadores dos pequenos centros somente, mas, igualmente, à sobrevivência e ao crescimento dos próprios pequenos centros de pesquisa do país. Em meu entender, isto é bem mais grave.
Com seus critérios quantitativos e universais para avaliação dos pesquisadores, o CNPq, a meu ver, transmite duas claras mensagens à comunidade científica. A primeira seria: "pesquisadores de pequenos centros, assim que possível, abandonem seus centros e movam-se para os grandes centros de pesquisa, pois, só assim, suas produções científicas alcançarão, em tempo equivalente, o mesmo patamar das produções dos pesquisadores dos grandes centros". A segunda mensagem é similar à primeira. Seria: "pesquisadores e, sobretudo, futuros ou recém-doutores, nunca pensem em atuar em pequenos centros de pesquisa".
Se, por outro lado, retornando à anologia inicial, o CNPq compreender que corredores que correm no mar, por melhores e mais esforçados que sejam, nunca alcançam os tempos dos que correm em pista de atletismo, e se, assim, levar em consideração, em suas avaliações, o fato de que há profundas diferenças nas condições de pesquisa existentes nos diversos centros de nosso país, creio que transmitirá uma outra mensagem à comunidade. Talvez seja: "pesquisadores e, sobretudo, futuros ou recém-doutores, pensem na possibilidade de migrar para os pequenos centros, pois seus esforços e dificuldades (e coragem) serão reconhecidos e, além disto, ajudarão a construir as condições de pesquisa nestes centros, para que, não só vocês, mas também e, sobretudo, outros pesquisadores possam, no futuro, delas se beneficiar". Creio, firmemente, ser esta mensagem bem melhor para o futuro da pesquisa no país.
(Esta carta foi enviada, por correio eletrônico, à presidência do CNPq em abril de 2008).
Apoiaram esta carta:
1. Adevair Henrique da Fonseca - UFRRJ
2. Alcides Calsavara - PUC
3. Aloir A. Merlo - UFRGS
4. Ana Maria P. Cardoso - PUC Minas
5. André Luís Vasconcelos Coelho - UNIFOR
6. Antonio Caminha - UFC
7. Antonio Carlos de Oliveira - Univ. Est. Sudoeste da Bahia
8. Antonio Maria Pereira de Resende - UFLA
9. Arnoldo Nunes da Silva - UFPE
10. Breno Pannia Espósito - USP
11. Bruno de Oliveira Schneider - UFLA
12. Carlos Roberto de Menezes Peixoto - UNIJUI
13. Christiane M. B. M da Rocha - UFLA
14. Christina von Flach G. Chavez - UFBA
15. Claudio A. Serfaty - UFF
16. Claudio Alcides Jacoski - UNOCHAPECÓ
17. Clovis Torres Fernandes - ITA
18. Dáfni Fernanda Zenedin Marchioro - UNIPAMPA
19. Douglas Daniel Del Frari
20. Edja Maria Melo de Brito Costa - UEPB
21. Edmundo Sérgio Spoto - UNIVEM
22. Edson M. Kakuno - UNIPAMPA
23. Eduardo Atem de Carvalho - Univ. Est. do Norte Fluminense
24. Eduardo Dal'Ava Mariano
25. Eduardo Di Mauro - Universidade Estadual de Londrina
26. Eduardo Tonon de Almeida - Universidade Federal de Alfenas
27. Eliana Marques Cancello - USP
28. Fabiana Cristina Bertoni - UEFS
29. Fabiano Vargas Pereira - Universidade do Estado da Bahia
30. Fernando José Castor de Lima Filho - Univ. de Pernambuco
31. Fernando Nicacio - CBPF
32. Flávia Maria de Oliveira Borges Saad - UFLA
33. Francisco José Fraga da Silva - UFABC
34. Francisco José Tôrres de Aquino - Univ. Federal de Uberlândia
35. Gracinete Bastos de Souza - UEFS
36. Gustavo Azevedo Campos - UNITINS
37. Hugo B. Suffredini - UFABC
38. Ilda Antonieta Salata Toscano - UFPB
39. Ivo José Curcino Vieira - Universidade Est. do Norte Fluminense
40. Jacqueline de Souza - UFOP
41. João Benedito dos Santos Junior - PUC
42. Jomi Fred Hubner - Universidade Regional de Blumenau
43. Jorge Luiz de Castro e Silva - Universidade Estadual do Ceará
44. José Demisio Simões da Silva - INPE
45. José Lima de Figueiredo - USP
46. José Maria Alves da Silva - Universidade Federal de Viçosa
47. José Salvador Lepera - UNESP
48. Josué Paulo José de Freitas - UFSM
49. Jozimar Paes de Almeida - Univ. Estadual de Londrina
50. Judney C. Cavalcante - Harvard Institutes of Medicine
51. Juliana Leonel
52. Kalinka Regina Lucas Jaquie Castelo Branco - UNIVEM
53. Kátia Gomes de Lima Araújo - UFF
54. Laura Souza - Universidade Estadual de Arapiraca
55. Leila Marcia Ghedin - CEFET
56. Lucas Bleicher - USP
57. Luciano Volcan Agostini - Universidade Federal de Pelotas
58. Lucila Ishitani - PUC Minas
59. Luis Carlos Ogando Dacal - CTA
60. Luís Felipe Skinner - UERJ
61. Luiz A. M. Palazzo - Universidade Católica de Pelotas
62. Luiz Fernando Cappa de Oliveira - UFJF
63. Luiza Rosaria Sousa Dias - UFF
64. Manuel Losada Gavilanes - UFLA
65. Marcelo Lisboa Rocha
66. Marcio Eduardo Delamaro - UNIVEM
67. Marco Antonio Schiavon - UFSJ
68. Marco Aurélio Spohn - UFCG
69. Marcos André Fernandes Sposito - UFAM
70. Maria Clicia Stelling de Castro - UERJ
71. Maria da Graça Brasil Rocha - UFSCar
72. Marize Varella de Oliveira - Instituto Nacional de Tecnologia
73. Mayra Castro
74. Mônica Cristina Teixeira - UFOP
75. Monica de Andrade Morraye - Universidade de Franca
76. Neila Márcia Silva Barcellos - UFOP
77. Nilson Antonio Assunção - USP
78. Noboru Hioka - Universidade Estadual de Maringá
79. Patrícia Benedini Martelli - UFSJ
80. Paulo B. Miranda - USP
81. Paulo Fernando Ferreira Rosa - IME
82. Paulo Henrique Fidêncio - Univ. Federal do Tocantins
83. Paulo Henrique S. Bermejo - UFLA
84. Paulo Sérgio Sausen
85. Rafael R. dos Santos
86. Raimundo Humberto Cavalcante Lima - CENTEC/CE
87. Raul Ceretta Nunes - UFSM
88. Regina V. Oliveira - UFSCar
89. Regina Maria Barretto Cicarelli - UNESP
90. Regina Maria Queiroz de Mello - UFPR
91. Renata Couto Moreira - UFLA
92. Renata Mendes de Araujo - UNIRIO
93. Ricardo J. Rabelo - UFSC
94. Rivalino Matias Jr.
95. Roberto Chang - Universidade Federal de Uberlândia
96. Robson Leal da Silva - Univ. Federal da Grande Dourados
97. Rodrigo L. de O. Basso - UNICAMP
98. Rogério Atem de Carvalho - CEFET Campos
99. Rosane Zétola Lustoza - Univ. Estadual de Londrina
100. Sebastião S. Lemos - Universidade de Brasília
101. Sidney da Silva Viana
102. Simone Wolff - Universidade Estadual de Londrina
103. Sueli Matiko Sano - EMBRAPA
104. Sérgio Pezzin - UDESC
105. Tania Maria Sarmento da Silva - UFBA
106. Telma Leda Gomes de Lemos - UFC
107. Valdir Mano - UFSJ
108. Valter Vieira de Camargo - UNIVEM
109. Victor Travassos Sarinho - UEFS
110. Wang Chong - UNIJUÍ
111. Wania S. Rocha - UEFS
112. Wellington Pinheiro dos Santos - Universidade de Pernambuco
113. Wilson da Costa Santos - UFF
114. Wilson José Vieira - CTA
115. Wilson R. Cunha - Universidade de Franca
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